sábado, 16 de fevereiro de 2013

A Biblioteca do geógrafo - Jon Fasman - Resenha

A Biblioteca do Geógrafo, livro de Jon Fasman, conta a história de um repórter de jornal local que se depara cm um caso que inicialmente parece ser corriqueiro e banal, mas que ao decorrer da investigação se mostra intrigante, misterioso.

A morte do recluso e estranho professor Jaan Pühapäev parecia natural, mas uma ligação anonima dizendo que ele havia morrido indicava que talvez não fosse, ainda mais estranho era o mistério que cercava a vida daquele homem.

Na sede de sua curiosidade e na possibilidade de uma melhoria em sua carreira, Paul Tomm irá mergulhar na vida de Jaan e descobrirá uma trama que vem de muito longe, do Leste Europeu envolvendo mortes, roubos e artes desconhecidas. Em Paralelo à essa trama diversas narrativas de roubos e crimes envolvendo antigos artefatos de alquimia são desenrolados e que dão a trama  grande parte do seu gás.

Uma leitura leve, fluida, que não entrega suas cartas de uma vez, mas a conta-gota ao longo de mais de 400 páginas. Indicadíssimo para quem gosta de conhecer culturas novas e se interessam pela velha (e manjada) disputa entre norte-americanos e soviéticos.


Parece um grande romance, não é mesmo? Minha visão porém não bate muito com ela. se você não liga para Spoiler leia a ficha técnica que preparei com uma crítica  da minha visão do livro. Mas ressalto, minha visão não será necessariamente a sua, caro leitor, o ideal é que se faça uma leitura do livro e quem sabe você não perceba algo em que me passei. Qualquer coisa me conte, será um prazer ler sua crítica. A internet é democrática, espaço de todos.

Link para a Ficha Técnica:

Não sabe o que é Spoiler?
Veja meu glóssario:

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A história da Escrita 2 – A Invenção da Escrita Cuneiforme – as escritas Ideográficas

A historiografia tradicional periodiza a trajetória humana sobre a Terra em duas grandes épocas: a pré-história e a História tendo como marco uma grande revolução cultural e social humana: a invenção da escrita, ou seja, do registro escrito da comunicação. A pré-história ficaria como sendo todo o período em que o homem desconheceu essa modalidade de comunicação. Porém esse termo, pré-história, é muito discutido e criticado pela historiografia moderna. Por qual razão? Tentemos explicar:


      1º.    O termo é preconceituoso, numa clara alusão á inferiorização dos povos ágrafos. A nossa História possui uma visão bastante eurocêntrica, a própria Ciência Histórica surge na Europa (Grécia Antiga) num período em que a escrita já era bastante difundida e já existiam dela algumas variedades, e desde aquela época os historiadores como Heródoto usam das inscrições, documentos deixados pelos povos para fazer suas pesquisas históricas. Assim documentos escritos se tornaram as principais fontes históricas para a pesquisa, negligenciando-se muitas outras fontes igualmente importantes. A Ciência Histórica “procura entender como os seres humanos viveram e se organizaram desde o passado mias remoto até os dias de hoje” (COTRIN, 207, p. 12), porém durante muito tempo os povos ágrafos foram considerados inferiores, menos desenvolvidos, o próprio nome Pré-história é pejorativo por considerar os povos de sua época como homens não históricos. O termo tem sido então primeiramente criticado “pois o ser humano, desde seu aparecimento no planeta é um ser histórico, mesmo que não tenha utilizado a escrita, em algum período” (idem, ibdem, p. 15).

      2º.    “As sociedades humanas não obedeceram a um padrão geral nas suas evoluções históricas” (PEDRO, LIMA, CARVALHO, 2005, p. 15). Ao contrário do que o ensino fragmentado e tradicional nos faz pensar, nada na história do mundo ocorre ao mesmo tempo, em todos os lugares e da mesma forma. Cada lugar, época e povo possuem suas singularidades e ali os fatos históricos se deram e se dão em contextos, momentos e de modos também singulares. É errôneo pensar que em todas as partes do mundo os homens se desenvolveram, descobriram o fogo, a agricultura, os metais da mesma forma, nas mesmas circunstâncias, ao mesmo tempo e os utilizavam da mesma forma, pelo contrário houveram povos que nem fizeram essas descobertas. Culturas diferentes, povos diferentes, contextos históricos igualmente diferentes.

Mas voltando a escrita...
A descoberta da escrita modifica a história de ALGUNS povos. O uso da escrita pictográfica é passa a dar lugar a uma variação mais complexa: a escrita Ideográfica. Segundo Ricardo Sérgio (2007)

Consiste num sistema de escrita que se manifesta através de "ideogramas": símbolo gráfico ou desenho (signos pictóricos) formando caracteres separados e representando objetos, ideias ou palavras completas, associados aos sons com que tais objetos ou ideias são nomeados no respectivo idioma. (SÉRGIO, 2007)

A escrita ideográfica utiliza-se de desenhos como signos, ideogramas, que indicam cada um uma ideia que se quer expressar, assim se você que dizer: O sol nasce depois do vale, haverá um signo (desenho) ou conjunto deles para sol nascente, outro para “depois” e um outro para vale. Em chinês tradicional essa frase seria escrito dessa forma (GOOGLE TRADUTOR, 2013):





 太陽升起後,從山谷



Onde 太陽升起 significa o Sol nasce. significa depois, e finalmente 從山谷 significa do vale.
O nome vale sozinho significaria . Observe que se trata de um signo, símbolo, desenho que um dia deve ter sido semelhante ao desenho de um vale, forma geográfica muito comum no Japão e na China.
A primeira escrita ideográfica conhecida, porém foi a Cuneiforme surgida na Mesopotâmia e criada pelo povo Sumério. O cuneiforme é um tipo de escrita gravada em blocos de argila frescos através de um instrumento em forma de cunha e que depois eram cozidos para endurecer. Ela surgiu a primeira vez em um sitio arqueológico de uma antiga cidade mesopotâmica chamada Uruk. Ali os arqueólogos encontraram uma pequena tabua contendo inscrições de pequenos desenhos, signos que transmitiam uma mensagem. Logo se descobriu outras tabuas com inscrições semelhantes por todo o Iraque, pais onde se situa a antiga Mesopotâmia.
           

Figura 1- escrita cuneiforme em tabuleta de barro

O Cuneiforme era uma forma ideográfica de escrita onde os sumérios criaram uma serie de símbolos que se assemelhavam aos objetos que queriam representar, assim o desenho de um sol representaria o próprio astro representado. Com o passar do tempo e com o uso, os símbolos foram sofrendo modificações e se tornando cada vez mais abstratos e simplificados. Como a os sumérios utilizavam a escrita principalmente para transações comerciais as modificações podem sugerir a necessidade de que a escrita torna-se mais rápida e prática. A figura a baixo mostra a evolução de dois ideogramas cuneiformes ao longo do tempo.


Figura 2 - da escrita pictográfica à cuneiforme - evolução da escrita

Mas além de modificações na forma como era representada a ideia, começou a surgir uma forma silábica da escrita onde símbolos eram agrupados para formar nomes próprios devido ao som semelhantes a estes nomes. Assim dois ou mais símbolos que tinham na pronúncia som semelhante ao nome de alguém poderiam ser agrupados para representar a própria pessoa.
Outra modificação surgiu na forma como eram feitas as gravações no barro.

Os primeiros ideogramas eram gravados em tabuletas de argila, em sequências verticais de escrita com um estilete feito de cana que gravava traços verticais, horizontais e oblíquos. Até então duas novidades tornaram o processo mais rápido e fácil: as pessoas começaram a escrever em sequências horizontais (rotacionando os ideogramas no processo), e um novo estilete em cunha inclinada passou a ser usado para empurrar o barro, enquanto produzia sinais em forma de cunha. Ajustando a posição relativa da tabuleta ao estilete, o escritor poderia usar uma única ferramenta para fazer uma grande variedade de signos. (WIKIPÉDIA, 2013)

A pesa de ser uma criação suméria a escrita cuneiforme foi também utilizada pelos povos “acadianos, babilônicos, elamitas, hititas e assírios e adaptada para escrever em seus próprios idiomas” (idem, 2013).
Além das escritas Cuneiforme e Chinesa outras escritas surgiram e que também apresentam a característica de serem ideográficas, entre eles os hieróglifos egípcios e as escritas maia e asteca. Confira o quadro informativo baseado em dados da enciclopédia italiana Conhecer.

Povo
Escrita
Maias
Figura 3 - Escrita Maia
“Quando os espanhóis aportaram na península de Yucatán, descobriram entre os maias inscrições que não entenderam. (...) Seus sinais gráficos tendiam para um completo e perfeito sistema alfabético ou silábico. Sua escrita era ideográfica (parecida com a dos egípcios):os sinais reproduziam idéias completas, não apenas sons ou sílabas. Contudo, junto aos ideogramas já começavam a surgir os “determinativos” (incluídos no próprio ideograma)”. (ENCICLOPÉDIA CONHECER, 1972).

Astecas

Figura 4 - escrita asteca
Possuíam “uma escrita parcialmente fonética, embora predominantemente ideográfica. Os astecas escreviam sobre peles de cervo ou numa espécie de papel fabricado com fibras d agave; (...) Com a vinda dos invasores espanhóis, porém, foi destruída a maior parte desse precioso acervo”.
“Os documentos são difíceis de interpretar. Geralmente contem desenhos de características próprias e inconfundíveis, legendas e comentários escritos pelo sistema ideográfico, ideogramas que podem ser lidos foneticamente. Além disso, as cores representam papel de grande importância: um desenho reproduzindo um líquido escorrendo, em vermelho, indica sangue, e em azul, indica água. Para a representação dos nomes próprios, usavam o sistema fonético. O exame detalhado dos documentos recolhidos (os quais são conhecidos por “códices”) revela as impressões de um sistema que ensaiava os passos intermediários na direção de uma escrita perfeita. A invasão espanhola frustrou a tentativa dos ameríndios nesse sentido.” (ENCICLOPÉDIA CONHECER, 1972).
Chineses

Figura 5 - escrita chinesa
“enquanto nas línguas ocidentais o alfabeto é formado por letras, com as quais se compõe palavras, o chinês possui sinais gráficos chamados ideogramas. Ou seja, cada sinal exprime uma ideia ou até uma frase inteira. Existem aproximadamente 60 mil ideograma comuns que podem ser combinados de milhões de maneiras”. (ENCICLOPÉDIA CONHECER, 1972).
Egípcios

Figura 6 - Hieróglifos egípcios
“os sinais inspiravam-se na flora e na fauna do país, bem como em instrumentos de trabalho. A princípio essa escrita não passava de motivos gráficos desenhados artisticamente, reproduzindo o real. Com o tempo, porém, o mesmo desenho adquiriu outros sentidos: simbólico (designando abstrações: ações efetuadas pelo objeto ou ideias que evocava); fonético (representando palavras de que o mesmo som participasse); silábico (usando-se objetos expressos por palavras de uma sílaba para formar as polissilábicas); e, por fim, e muito mais tarde – alfabético (vinte e quatro sinais passando a representar letras)”.
(...)
“Os Hieróglifos (do grego, hieros = sagrado, e glyphein ou graphein = escrita) somente forma decifrados nos começos do século XIX.”
(...)
“Os hieróglifos escreviam-se vertical e horizontalmente; neste último caso, se os animais desenhados olhassem à esquerda, a leitura deveria ser da direita para a esquerda e vice-versa. As palavras não eram separadas; mas ao final de cada uma agregava-se um sinal determinativo – como síntese do termo”.


                        Quer saber mais sobre escritas de povos diferentes? Consulte o site da FIOCRUZ.


Figura 7 - hieróglifos do templo de Karnac



Referências

CALENDÁRIOS dos mais e astecas. In: Enciclopédia Conhecer. Vol. II, pg. 314. Editora Abril Cultural. São Paulo (1972).

CHINESES: 4 milênios de civilização. In: Enciclopédia Conhecer. Vol. II, pg. 603. Editora Abril Cultural. São Paulo (1972).

COTRIM, Gilberto. História Global – Brasil e Geral. 8ª ed. São Paulo: Saraiva, 2005. p. 608.

DECIFRANDO Hieróglifos. In: Enciclopédia Conhecer. Vol. III, pg. 542-3. Editora Abril Cultural. São Paulo (1972).

ESCRITA cuneiforme. Wikipédia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escrita_cuneiforme. Acesso em: 15 fev. 2013.

GOOGLE tradutor. Disponível em: http://translate.google.com.br/. Acesso em: 15 fev. 2013.

PEDRO, Antonio; LIMA, Lizânia de Souza; CARVALHO, Yone de. História da civilização ocidental. 2ª ed. São Paulo: FTD, 2005.  P. 559.

SÉRGIO, Ricardo. Os Sistemas de Escritas. Disponível em:http://www.recantodasletras.com.br/gramatica/370335. Acesso em: 11 fev. 2013.

Imagens


Escrita Chinesa. Disponível em: http://www.invivo.fiocruz.br/media/chines.jpg. Acesso em: 15 fev. 2013.

Escrita cuneiforme em tabuleta de barro. Disponível em: http:/4.bp.blogspot.com/-RNI1BMk3Lmw/TnDcSJnFLyI/AAAAAAAABrI/7CYAsgFVLM0/s1600/3.jpg. Acesso em: 15 fev. 2013.

Da escrita pictográfica à cuneiforme - evolução da escrita. Disponível em: http:/4.bp.blogspot.com/-RNI1BMk3Lmw/TnDcSJnFLyI/AAAAAAAABrI/7CYAsgFVLM0/s1600/3.jpg . Acesso em: 15 fev. 2013.

Escrita asteca. Disponível em: http:/www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=915&sid=7. Acesso em: 15 fev. 2013.

Hieróglifos egípcios. Disponível em: http:/www.mariomarcia.com/FotosViagens/Africa/Egipto/InfoEgypt/Imagens/EgyptHieroglifosEdfu2.jpg. Acesso em: 15 fev. 2013.

Hieróglifos do templo de Karnac. Disponível em: http:/4.bp.blogspot.com/_wf2ZhV4rG-Q/TEtHUt4AzRI/AAAAAAAAAQE/rm9qv9pvpsA/s1600/templo+de+karnac+hier%C3%B3glifos.jpg;. Acesso em: 15 fev. 2013.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A História da Escrita 1 - A humanidade ágrafa e a escrita pictográfica


A escrita é de longe a mais importante criação humana. A razão? Transmissão de conhecimento por épocas indeterminadas. É certo que muitos conhecimentos, invenções e histórias de povos ágrafos são conhecidos pela humanidade pelo trabalho incansável de arqueólogos, paleontólogos e historiadores. Mas é também fato irrefutável que aqueles povos que conseguiram desenvolver alguma grafia deixaram documentado um maior número de informações acerca de seus costumes, de suas grandes realizações, de suas ciências e religiões, de suas tradições. Teríamos um conhecimento muito superior a cerca do homem pré-histórico se este tivesse desenvolvido alguma forma organizada de comunicação escrita, ainda assim os seus desenhos em cavernas nos permitiu um grande número de descobertas. Esta aí a primeira função da escrita: registrar até as mais longínquas gerações o conhecimento. Mas aliado e intrínseco a essa função está expressar as ideias do escritor ao maior número possível de pessoas possível, como ocorre agora.

Mas podemos dizer que os homens pré-históricos não tiveram uma escrita? Bem, sim e não. Para responder essa questão, primeiro temos que saber o que significa escrita.

Segundo o dicionário eletrônico Houaiss escrita é a representação da linguagem falada por meio de signos gráficos ou o conjunto de signos num sistema de escrita. Por sua vez o minidicionário Livre da Língua Portuguesa de Manoel Mourivaldo Santiago-Almeida considera como sendo escrita a representação de palavras ou ideias por meio de signos gráficos. Dessas definições compreende-se que o homem pré-histórico fez sim uma escrita por procurar modos de representar suas ideias, ou melhor, seu cotidiano, mas não o fez como conhecemos, pois ele não o fazia representando a fala, o som das palavras nem num conjunto amplo de signos, símbolos, desenhos que chegasse a representar ideias abstratas num sistema organizado.

A escrita pré-histórica recebe o nome de pictográfica. Segundo Ricardo Sérgio (2010) as formas de escrita pré-histórica
Eram totalmente independentes da fala. A manifestação mais elaborada desses processos comunicativos foi a "pictografia", ou melhor, a "escrita pictográfica". Consiste em transmitir uma ideia, um conceito ou um objeto através de um desenho (símbolo) figurativo e estilizado.

            Assim os homens das cavernas, na necessidade fundamental de se comunicar, representavam através dos desenhos nas paredes das cavernas fatos cotidianos ou “registrar para a posterioridade os fatos mais significativos de sua vida – os perigos que passavam e as suas façanhas de caça” (CONHECER DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO, 1969). Uma escrita rudimentar essencialmente figurativa, onde os desenhos não representavam sons, nem ideias abstratas, mas puramente o objeto figurado no desenho, os “caracteres eram as próprias imagens do homem e dos animais comuns na época: bisões, ursos, veados lobos, javalis, etc” (idem, ibdem). Essas representações, enfim, relatavam de forma bem simplificadas histórias do dia-a-dia que poderia ser “lidas” por outros membros do grupo, do bando.
Imagem de Caçada

Escrita pictográfica

Criação de Gado no Período Pré-histórico

Referências

A História da Escrita. Disponível em: http://webeduc.mec.gov.br/midiaseducacao/material/impresso/imp_basico/e1_assuntos_a1.html. Acesso em: 11 fev. 2013.

DO Desenho à Escrita. In: Conhecer Dicionário Enciclopédico. Vol. I. São Paulo: Abril Cultural, 1969. p. 255.

INSTITUTO ANTONIO HOUAISS. Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001.

SANTIAGO-ALMEIDA, Manoel Mourivaldo. Livre da Língua Portuguesa. São Paulo: Hedra, 2011. 720 pp.

SÉRGIO, Ricardo. Os Sistemas de Escritas. Disponível em: http://www.recantodasletras.com.br/gramatica/370335. Acesso em: 11 fev. 2013.

Imagens

Criação de Gado no Período Pré-histórico. Disponível em: http://meninasemarte.files.wordpress.com/2012/02/tassili-najjer-sahara-argelino.jpg Acesso em: 11 fev. 2013.

Escrita pictográfica. Disponível em: http://2.bp.blogspot.com/_vj9K9bC36XY/Se5Hq1LmmjI/AAAAAAAAAB8/BxSSu4q2OTQ/s400/tassili_2.jpg Acesso em: 11 fev. 2013.

Imagem de Caçada. Disponível em: http://3.bp.blogspot.com/-XcqQ7VgocN0/To8XTFP2mhI/AAAAAAAAAA8/MWuTAuAWpP4/s1600/pintura%252520rupestre.jpg Acesso em: 11 fev. 2013.

Autor:
Eric Silva




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