domingo, 2 de abril de 2017

[#MeusLivros] Rio tem coração – Leila Rentroia Iannone – Resenha

Por Eric Silva sobre #MeusLivros

“Muitos homens acreditam em coisas que existem e dizem porquê. Eu acredito em coisas que não existem e digo: por que não?”
(Robert Kennedy, citado em Rio tem coração)


Hoje, dia 02 de abril, é comemorado em todo o mundo o Dia Internacional do Livro Infantil. A data foi escolhida em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen que ficou imortalizado na história da literatura universal pelos seus contos de fadas, a exemplo de O Patinho Feio e A Pequena Sereia.

Esse dia, para todo bom amante da literatura, é uma data importante e saudosa, porque os livros infantis para maioria foi a porta de entrada para o universo literário. Minha infância foi pobre em literatura, mas ainda assim os livros infantis foram também o meu portal de iniciação. Por isso pergunto: que dia melhor para retomar a campanha dos #MeusLivros e dividir com vocês um dos primeiros livros infantis que li na minha vida?

Apresentou-lhes o meu querido Rio tem coração? livro de Leila R. Iannone.

Eu e Rio tem coração?

Segundo livro do projeto “Os Livros da Minha Infância e Adolescência”, Rio tem coração? escrito por Leila R. Iannone, é um dos mais singelos que já li e, na minha primeira infância, foi também um dos mais profundos. Recordo-me que na época todos os livros tinham um objetivo claro de ensinar algo, de trazer uma moral, e, como devia ser, ajudar na formação do caráter do pequeno leitor. Rio tem coração? é um desses livros.

Lembro que ganhei-o quando ainda tinha entorno de seis anos, junto com outros livros infantis que ainda serão resenhados neste projeto: A Vida Íntima de Laura, de Clarice Lispector, e Lebrinha de Neve, de Luis Gonzaga Fleury. Juntos, esses três fazem parte do grupo dos primeiros livros literários que tive em minha vida e numa infância quase desprovida de literatura.

Rio tem coração? foi presente de uma pessoa cujo nome e o rosto já caiu a muito tempo no limbo da minha memória. Recordo-me apenas de que ganhei esse livro de uma moça que, um dia entrando no meu quarto e me encontrando brincando no chão, presenteou-me com uma pequena caixa recheada de chaveiros de todas as formas e tamanhos, alguns deles bem antigos, a exemplo das pequenas miniaturas de pá e de colher de pedreiro em aço e madeira pintada de azul. Mas logo por baixo dos chaveiros estavam também vários pequenos livros infantis que outrora pertenceram a uma criança, que já não era mais criança, mas que daquele dia contribuiria para a formação do meu ser leitor.

Entre estes livros estava Rio tem coração? um livrinho já desgastado, mas muito colorido com seus vários tons de azul, verde e marrom. De um papel brilhante e lisinho que eu nunca tinha visto nos livros da escola.

Era um presente simples de alguém que eu não tinha intimidade. Coisas usadas e sem valor, mas que – ela deve ter pensado – uma criança pobre e que vivia isolada nos fundos da casa dos patrões da mãe saberia ressignificar e dar novo sentido. Sim, eu soube. Eu soube integrá-los aos jogos e brincadeiras, soube distrair-me com eles nas tardes mornas da capital da Bahia, e nas noites frias de Brotas. Soube absorver seus ensinamentos e tentar reproduzi-los, é claro, com alguns fracassos. E assim como todos os livros ali, Rio tem Coração? tornou-se um dos meus companheiros.

Com o tempo, assim como aconteceu com A Serra dos Dois Meninos minha edição foi ficando ainda mais gasta e até sofreu muitos dos meus antigos excessos de terrorismos, com riscos de batalhas que hoje enfeiam os desenhos delicados pintados a tinta.

Reprodução de uma das ilustrações do livro.
Uma das coisas que mais me chamavam a atenção nesse
 livro era a delicadeza e capricho de sua arte gráfica.
Hoje o guardo com o mesmo cuidado que tenho com os mais antigos dos meus companheiros e recentemente descobri que entre a capa e a primeira folha, coladas uma na outra, existe uma antiga inscrição bem anterior ao dia em que ele chegou às minhas mãos, datada de 26 de outubro de 1986, e que em letra pouco caprichosa, os pais amorosos daquela criança lhe desejavam votos que já não consigo ler por inteiro sem destruir a capa fragilizada.

Sei que parece besteira mas até o dia de hoje me fascino com minha pequena descoberta. Coisas assim, tão bobas mexem muito comigo, porque falam de pessoas e lugares que não conheço, que jamais conhecerei. Pessoas que estão perdidas ou no tempo, ou no espaço, mas que deixaram uma pequena marca, uma pequena impressão de que um dia existiram e que, por consequência, continuarão existindo através dela.

A moça daquele dia deixou uma marca em mim também.

Sinopse

Não mais do que um pequeno conto, Rio tem coração? conta a história de duas pequenas pedras, Pacheco e Amélia, que lutavam para continuarem juntas enquanto enfrentavam o furor de um poderoso e caudaloso rio que indiferente ao mundo não se importava com mais nada a sua volta ou no interior de seu leito.

Resenha

Rio tem coração? é uma leitura muito rápida. Em menos de 10 minutos você lê suas mais de 50 páginas. Mas se ele não passa de um pequeno conto muito bem ilustrado, também é verdade dizer que sua história singela tem uma mensagem muito bonita.

O rio era forte e orgulhoso de si, por isso estava sempre preocupado em correr e arrastar “tudo que aparecia no caminho: tronco de árvore esquecida, folha seca que o vento arrancava, terra fofa e cansada das margens e muitas outras coisas que ele conhecia melhor do que eu”. Em sua correria não prestava atenção as coisas ao seu redor, nem às criaturas que viviam próximo a suas margens ou em seu turbulento leito. Por isso, ele nunca havia reparado no enorme jatobá que crescia “de mansinho” às suas margens, não reparava no sol, ou no camaleão, mas principalmente nunca se importou com as duas pedras, Pacheco e Amélia, que em seu leito lutavam para ficarem juntas e não serem arrastadas pela correnteza furiosa. Mas tudo muda para aquele rio quando após uma forte tempestade. Por um tempo a chuva havia tornado o rio mais bravio e destrutivo, mas passada o aguaceiro ele havia sido reduzido a um pequeno “fiozinho torto que descia pela serra, com dificuldade”. Mas também é naquela mesma “noite de escuridão infinita” que o destino de Amélia e Pacheco são selados e, depois disso, tudo muda para o rio diminuído que passa a ver o que não via e sentir o vazio deixado pelas duas pedras cuja existência ele nunca havia reparado, mas que eram o seu coração.

Como eu disse é uma história bucólica, um enredo bem simples que, no entanto, transmite uma lição bem importante: a de não sermos orgulhosos. O rio era orgulhoso de sua força e tinha pressa, por isso não se importavam com os que estavam a sua volta. Não lhe importava se suas ações egoístas faziam mal com quem convivia e se importando apenas consigo mesmo perdia o que havia de bom e belo que os outros podiam lhe proporcionar.

Ao contrário dele Pacheco e Amélia estavam sempre atentos ao namoro do Sol e da Lua, aos ninhos dos passarinhos “nos braços do jatobá” e apoiavam-se mutuamente na luta para não serem arrastados e separados pela correnteza que já havia carregado outras pedras e agora ameaçava arrastar Amélia que de tão lisa e redonda já não conseguia se apoiar. Com a chuva tempestuosa o rio enfim consegue fazê-lo e em seu egoísmo e orgulho acaba por perder o próprio coração (de pedra).

Rio tem coração? é como uma metáfora que fala de nós mesmos, de nosso egoísmo e de como as vezes não prestamos atenção às pessoas que nos querem bem, que dependem de nós ou simplesmente os colegas de escola ou de trabalho para quem nem sempre temos um olhar mais humano e atencioso. Atenção. Esta é a palavra. Corremos o risco de endurecermos nossos corações quando não somos capazes de dar atenção as pessoas que nos cercam acabando também por afastá-las de forma irreversível.

Mas mesmo sendo uma mensagem para as crianças, ele também serve para os adultos sempre tão sem tempo e ensimesmados, o que confirmamos na contracapa onde lemos: Você pode ajudar a melhorar o mundo de amanhã, dedicando um pouco de tempo, amor e compreensão às crianças de hoje. Uma mensagem bem clara, não é mesmo? Por isso, este que foi um livro que me “viu” crescer ainda é tão especial pra mim. Não porque eu queira retornar ao passado ao folheá-lo, mas porque a mensagem imbuída nele é atual para se pensar o futuro e o presente.

A edição lida é da Editora Salesiano Dom Bosco, do ano de 1984, com ilustrações originalmente pintadas a tinta e de autoria de Nelson de Moura. Possui 57 páginas.

sábado, 1 de abril de 2017

Os livros da minha infância e adolescência

Por Eric Silva
26-08-2016

Sou hoje um caçador de achadouros da infância.
Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos.”
(Manoel de Barros)


Todo bom leitor tem em sua estante aqueles livros que são especiais e que ajudaram a definir a pessoa que ele se tornou hoje. Personagens com o qual dividiu seu tempo, com os quais se emocionou, passagens e frases que foram gravadas em sua memória. Bem, eu cá também tenho os meus, o mais especial é sem dúvida os Miseráveis de Victor Hugo que li pela primeira vez através de uma adaptação de Walcyr Carrasco e depois na integra em uma edição antiga da Filarmônica 30 de Junho. Agora adquiri uma edição mais recente do clássico francês da editora Martin Claret. E você quais livros te encantaram e marcaram a sua formação como leitor?

#MeusLivros

Olá, pessoal.

Nos últimos tempos estava pensando em reler alguns dos livros que marcaram a minha juventude e dividir com vocês minhas impressões ao mesmo tempo em que vou falando um pouco de mim e de como se deu minha formação como leitor. Para tanto selecionei alguns desses livros e vou resenhá-los um a um aqui no blog ao longo deste ano e dos próximos. Entre estas obras estão as minhas 4 obras prediletas e que melhor me definem como leitor e como pessoa: em primeiro lugar Os Miseráveis e depois dele Capitães da Areia, Admirável Mundo Novo e As Mil e Uma Noites, todo livros clássicos da literatura nacional e mundial.


Pensei nesse post falar um pouco de mim e apresentar em seguida a lista dos livros que pretendo dividir com vocês. Vai ser um pouco difícil, porque não gosto de falar de mim, mas como amo falar do que leio estou disposto a fazê-lo. Espero que gostem e dividam conosco também as suas lembranças.

Eu, leitor

Todos que me conhecem sabe como sou um colecionador feroz de livros. Tenho-os aos montes, uma coleção de e-books imensa e também de livros físicos. Contudo nem sempre foi assim.

Sou de origem humilde e minha mãe, como mãe solteira que sempre foi, nos sustentava com seu parco salário de empregada doméstica, além de ajudar as irmãs que moravam no interior e levavam uma vida ainda mais regrada do que a nossa. Por algum tempo moramos em nossa própria casa, em um bairro popular de Salvador. Um lugar bem simples na época, mas que era nosso lar. Porém, com o passar do tempo algumas coisas foram se complicando.

Mainha trabalhava em outro bairro e por causa da escola eu ficava com minha madrinha. Até certa altura tudo ia bem. Eu passava a manhã na escola, à tarde na companhia dos filhos de minha madrinha e à noite retornava a nossa casa quando mainha chegava do trabalho. Contudo, tanto eu quanto os meninos éramos danados demais e certa vez passamos a tarde brincando de trenzinho na chuva, eu tinha seis anos na época. A consequência clara foi uma tremenda de uma pneumonia e a doença mudaria por definitivo minha vida.

Para que pudesse, ao mesmo tempo, cuidar de minha pneumonia e de seu trabalho, os patrões de minha mãe sugeriram que ela voltasse a morar na casa deles, como era antes que eu nascesse. Dessa forma, ela poderia gerir as coisas como mais facilidade e foi o que ela fez. Aos seis anos eu chegava ao bairro de Brotas e ali viveria uma década de minha vida. Aquela década definiria meu caráter, minha personalidade, meus gostos e manias também.

Antes de nos mudarmos para Brotas eu não tinha livros além dos da escola e assim seria por um bom tempo. Logo, minha formação como leitor não foi na primeira infância, tão pouco foi de alguém que me contasse histórias em livros – ainda que a vida de mainha já seja um livro impresso em páginas invisíveis e que eu tenha crescido ouvindo suas histórias.

Minha formação se iniciaria muito tempo mais tarde e com um caráter marcadamente teórico, didático e escolar. Talvez por isso hoje, em meu universo acadêmico eu me reconheça mais como teórico do que pragmático, no sentido mais rudimentar do termo.

Os primeiros livros

O dia em que ganhei meus primeiros livros literários é na minha mente algo distante e em alguns momentos nebulosos, mas tentarei descrever um pouco do que lembro, esperando que minha mente não misture os fatos e lembranças.

Lembro com toda a certeza que os ganhei de uma das moças que frequentavam a casa, alguém que guardo hoje pouquíssimas lembranças, sobretudo de suas feições, porque sou péssimo fisionomista.

Eu deveria ter no máximo sete ou oito anos quando ela entrou em meu quarto um dia trazendo nas mãos uma caixa. Lembro que sentado no chão eu brincava, provavelmente, com pregadores de roupas, porque eram meu passatempo preferido e com eles costumava montar soldados, robores, castelos e torres de vigilância que completavam a brincadeira com os carrinhos e bonecos de verdade.

Ela se aproximou de mim, agachou-se para ficar na minha altura e me apresentou o que ela trazia dentro da caixa. Ali, todos misturados havia uma coleção de chaveiros dos mais diversos tipos, formas e cores e também alguns livros infantis.

A princípio, o que mais havia me chamado a atenção foram os chaveiros que poderiam completar minha brincadeira, o que era bastante coerente porque tinha muito pouca familiaridade com os livros e nenhum acesso ao acervo que existia na casa. Simplesmente não havia em mim um interesse por eles. Só depois que ela me deixou ali em meio aos meus “novos brinquedos”, que, atraído pela força magnética das ilustrações, acabei folheando-os, porém, sem lê-los. Isso eu o faria algum tempo depois, depois de tê-los riscados, escrito neles meu nome e palavras, para mim hoje sem nexos, integrando-os as minhas brincadeiras e jogos de imaginação.

Eram todos livros infantis, alguns adequados a minha idade, mas que têm ainda hoje bastante significado. Tenho-os até hoje, depois de quase duas décadas. São eles: Lúcia Já-Vou-Indo, de Maria Heloísa Penteado; Óculos para Luzia, de Vassilissa; Rio tem Coração, de Leila Rentroia Iannone; Uma Amiguinha Muito Especial, de Lúcia Hiratuka; A Vida Intima de Laura, de Clarice Lispector; Retalhinho Branco, de Maria Helena Portilho; A brisa e a flor, de Isa Ramos; Amor de Cão, de Sura Berditchevsky e Lebrinha de Neve, de Luis Gonzaga Fleury. Destes os quaro primeiros foram os primeiros livros literário que li em minha vida. São eles também os mais maltratados, desenhados e rabiscados, ações que hoje abomino, mas que já fizeram parte de mim e do que eu era.

Passada esta época eu levaria algum tempo até despertar em mim um interesse por literatura, ainda que minha bibliomania e compulsão já despontasse em relação aos volumes de livros didáticos que encontrava descartados pelas ruas da cidade e que aos poucos se avolumavam em caixas espalhadas pelo meu quarto.

Durante muito tempo, não me senti ligado a literatura ou tive acesso a ela, além daqueles livros que ganhei. Preferia divagar e “me contar” história que eu mesmo inventava e, às vezes, as colocava no papel.

Rato de biblioteca

Meu amor por literatura afloraria, de verdade, quando conheci pela primeira vez uma biblioteca, no colégio em que fiz o ginásio. Ali, na biblioteca do Góes, já adolescente, se desenvolveria o meu eu leitor, ampliando uma paixão latente e por muito tempo oculta pela literatura. Uma paixão que existia a muito tempo, mas que se revelava apenas na minha imaginação fértil demais e nas páginas de diversos cadernos onde eu escrevia as histórias que fantasiava.

A biblioteca do Góes Calmon era bastante variada e possuía um acervo literário com um número satisfatório. Porém a biblioteca não permitia que os alunos retirassem os volumes da sala de leitura. Podíamos lê-los, mas apenas na própria biblioteca. Sempre achei ruim essa regra, mas reconhecia a necessidade de preservar o acervo do mau uso de muitos estudantes. Contudo ela não deixava de ser um entrave para a formação dos leitores na escola, uma vez que só despenhávamos do intervalo e de aulas vagas para usar a biblioteca.

Ainda assim, ali fiz amizade com a bibliotecária e li alguns dos meus primeiros infantojuvenis, muitos deles da inesquecível coleção vaga-lume, como foi o caso de A misteriosa vida de Jonas e Sozinha no Mundo, este último o meu favorito depois da Serra dos dois Meninos. Mas foi lá também que conheci O Gênio do Crime que está listado aqui no post.

Na biblioteca do Góes Calmon começou minha formação como leitor, ali se delineou meu perfil literário, quando em pequenos intervalos eu abria alguns livros para ler, enfrentando os murmúrios de conversas das mesas vizinhas. Foi um passo para que me tornasse um ratinho de biblioteca.

Quando me mudei para minha cidade atual, eu já era leitor, mas ainda muito dependente de bibliotecas e por isso logo investiguei e encontrei as bibliotecas da cidade. A primeira biblioteca que encontrei aqui foi a municipal, que assim como no Góes não emprestava livros e que, pior ainda, é mal gestada e não funciona direito. A outra biblioteca foi a pertencente a Filarmônica 30 de Junho, a qual frequento ainda hoje. Igualmente importantes foram a pequena biblioteca do colégio em que fiz o Ensino Médio, onde conheci alguns autores que me acompanham como Pedro Bandeira e Domingos Pellegrini e onde tive a oportunidade de ler pela primeira vez a coleção completa das Mil e Uma Noite. Por fim, a biblioteca da UNEB que tanto contribuiu e ainda contribui para minha formação profissional como docente e onde fiz boas amizades.

Nasce o Conhecer Tudo

Foi já adulto que tive meu primeiro computador, com ele conheci os livros digitais e minha fome de leitura só fez aumentar graças a eles. Mas uma coisa me faltava: com quem dividir minhas experiências com os livros, com quem dividir minhas opiniões sobre as leituras que fazia?

Nunca tive muitos amigos leitores, mesmo na universidade conheci poucos, a exemplo da minha querida Jane Brandão. Por isso faltava em mim o contato com outros amantes da literatura. Faltava conhecer pessoas que amassem os livros tanto quanto eu. Encontrei vocês J!

Com a possibilidade de acesso à internet me aventurei a conhecer o Blogger, montar um blog pessoal e assim, no ano dia 05 de Janeiro de 2012, com a resenha do livro O Monte Cinco de Paulo Coelho, nasce o Conhecer Tudo. Uma ideia que por muito tempo não levei adiante, mas que dei novo ânimo em 2016. Por isso que este é um ano importante para mim, porque ele marca o retorno deste blog e a ampliação de suas redes de contatos. Estamos agora em todas as redes e chegando a mais leitores E Isso me deixa bastante feliz. OBRIGADO!

A lista


Bem, como afirmei separei alguns livros que são importantes para mim e que marcaram todo esse processo de minha formação como leitor. Aqui temos livros de todas as minhas fases, desde meus primeiros livros, aos livros que marcaram minha pré-adolescência e a puberdade, até que enfim conclui o ensino médio e adentrei outra fase de minha vida, já feito leitor, agora acadêmico. Confiram a lista completa dos livros que inicialmente pretendo dividir com vocês. A ordem aqui apresentada não é cronológica, não publicarei as resenhas nesta ordem e nem com regularidade, mas aos poucos vou inserindo o link das resenhas que ficarem prontas. As datas são referentes à publicação original de cada livro.

Os Miseráveis, de Victor Hugo (1862)

Descrição preliminar – Narra a história de Jean Valjean que após roubar um pão é condenado a trabalhos forçados nas galés e de lá só sai dezenove anos depois. Desprezado pelos moradores das cidades por onde passa e sem notícias de sua família, o ex-condenado vaga de cidade em cidade e volta a roubar para sobreviver. Em uma dessas ocasiões, Jean furta alguns pertences de um bispo que em vez de denunciá-lo para polícia lhe dá uma segunda chance de se redimir. Profundamente comovido com a ação altruísta e humana do clérigo, Jean muda de identidade, enriquece e dedica sua vida a ajudar os mais necessitados até que sua vida se cruze com outros três personagens que mudaria novamente sua vida e o tornaria outra vez em um foragido: o seu principal perseguidor o inspetor Javert, a miserável e desfortunada Fantine e a doce, frágil e explorada menina Cosette.



Descrição preliminar – Nesse livro da coleção Vaga-lume, Fraga Lima, conta a história de Ricardo e Maneca, dois garotos soteropolitanos que quando vão conhecer a fazenda do pai no interior da Bahia acabam se envolvendo em uma grande aventura em que se perderem nas matas densas de algumas serras próximas e habitadas por onças.

Resenha: http://bit.ly/2cCCOmr

O gênio do Crime, de João Carlos Marinho (1969)

Descrição preliminar – Narra as aventuras dos inteligentes e corajosos membros da turma do Gordo que apesar de crianças ajudam a desvendar o complexo plano de um contrabandista falsificador que estava levando uma fábrica de álbuns de figurinhas à falência.

Capitães da Areia, de Jorge Amado (1937)
Descrição preliminar – Clássico da literatura nacional e baiana, traça uma denúncia social ao narrar a história de um grupo de garotos moradores de rua e que por suas condições de abandono e também da indiferença por parte da sociedade vivem de roubos, pequenos golpes e no limiar entre o mundo adulto e a infância.

Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley (1932)

Descrição preliminar – neste livro, Huxley idealiza uma sociedade futura dominada por um Estado científico e totalitário e na qual várias das relações e instituições humanas como a religião e a família foram substituídas por uma cultura do consumo, do culto ao jovem e belo e de extrema liberdade licenciosa. Ao mesmo tempo em que compõe uma sociedade estratificada e onde os indivíduos são pré-condicionados a desempenharem papeis pré-determinados, Huxley faz uma crítica a própria sociedade capitalista que hoje caminha cada vez mais padronizada e consumista.

A Pomba, de Patrick Süskind (1987)

Descrição preliminar – livro psicológico do mesmo autor de O Perfume: a história de um assassino, A Pomba narra a crise emocional, indenitária e psicológica sofrida por Jonathan Noel ao encontrar uma pomba no corredor do andar de seu apartamento. O que poderia ser apenas um acontecimento banal e sem importância na vida de qualquer um, acaba por desencadear todo um conflito interno em Jonathan que se vê arrancado da comodidade de uma vida rotineira, regrada e solitária, sem grandes conquistas ou desafios.

As Mil e Uma Noites (século IX)

Descrição preliminar – clássico da literatura mundial, esse livro é a principal obra literária a dar ao ocidente demonstrações da mitologia pré-islâmica e da cultura oral árabe da época dos sultões (período islâmico), bem como das influências egípcias, persas, indianas e chinesas sobre as histórias contadas pelos antigos mercadores e caravaneiros árabes. Conta a história de Xerazade, que para aplacar a ira do sultão Xariar contra as mulheres, casa-se com ele, mesmo sabendo que este costuma executar suas esposas após a noite núpcias, e adia sua execução contando todas as noites ao sultão histórias que se sucediam intermináveis e cujo enredo ela prometia terminar apenas na noite seguinte se o sultão a mantivesse viva.

Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos (1968)

Descrição preliminar – Meu pé de laranja lima conta a comovente história de Zezé, um menino travesso de uma família muito pobre, mas que, apesar da pouca paciência que os adultos costumavam demonstrar para com ele, descobre em um pé de laranja lima e no senhor Portuga o significado da amizade e também a dor da perda.

Sozinha no Mundo, de Marcos Rey (1984)

Descrição preliminar – livro integrante da coleção Vaga-lume, Sozinha no Mundo conta a história de Pimpa, uma menina órfã que depois de perder a mãe durante a viagem de Serra Azul para São Paulo, vive uma série de aventuras enquanto procura por seu “tio” Leonel e foge de uma implacável e misteriosa perseguidora.

A Droga da Obediência, de Pedro Bandeira (1984)

Descrição preliminar – Neste livro conhecemos mais uma aventura de os Karas, um grupo de adolescentes que investigam misteriosos desaparecimentos de jovens de alguns dos melhores colégios particulares de São Paulo e se encontram envolvidos em uma perigosa trama internacional comandada por uma das maiores mentes criminosas.

As Batalhas do Castelo, de Domingos Pellegrini (1990)

Descrição preliminar – Narra a história de um bobo de corte que ganha como herança de seu falecido rei um castelo abandonado e como súditos um pequeno grupo de velhos, doentes e aleijados, mas que juntos lutam pela sobrevivência e transformam o que seria um castelo arruinado em um verdadeiro lar. Nesse livro bastante tocante, Pellegrini dá aos seus leitores algumas importantes lições de perdão, união, companheirismo, nobreza e do valor do trabalho em conjunto na defesa da vida e da dignidade humana.


Descrição preliminar – numa singela história infantil, Iannone narra a aventura de Pacheco e Amélia duas pequenas rochas que tentam viver o amor apesar de as adversidades trazidas pelo furor de um rio caudaloso e indiferente aos seres a sua volta e principalmente daqueles que em seu leito viviam.

Resenha: http://bit.ly/2nxfj3R


Descrição preliminar – Obra da autora brasileira Clarice Lispector, a vida intima de Laura é um livro infantil que conta a história da galinha Laura e das várias aventuras vividas por ela, ao mesmo tempo que deixa uma lição de respeito as diferenças individuais.

Lebrinha de Neve, de Luis Gonzaga Fleury


Descrição preliminar – recriando o universo típico dos contos de fadas com príncipes, princesas e bruxos, porém usando lebres como personagens, Lebrinha de Neve conta a história trágica da princesa coelha que fora transformada em serpente por um poderoso bruxo e que dependerá da força e da coragem de um jovem que busque quebrar o encanto maldito que havia lhe imposto tal condição.




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