quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O Conto da Deusa – Natsuo Kirino – Resenha


Por Eric Silva

Nota: todos os termos com números entre colchetes [1] possuem uma nota de rodapé sempre no final da postagem, logo após as mídias, prévias, banners ou postagens relacionadas.

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2018 é o #AnoDoJapão no Conhecer Tudo e a III Campanha Anual de Literatura começa sua homenagem à literatura nipônica com um livro que faz grandes referências à mitologia japonesa e às tradições de povos antigos que os antecederam. Em O Conto da Deusa, o primeiro livro do nosso itinerário pela literatura do Japão, Natsuo Kirino conta a história da criação do Japão mesclando mitologia e uma narrativa ficcional de amor e traição que fala também de tradições terríveis e da marginalização da mulher. Um livro em alguns momentos bastante morno, mas que se apresenta como uma fonte enorme de informação sobre a cultura japonesa antiga.

Confira a resenha do primeiro livro da III Campanha Anual de Literatura do Conhecer Tudo que neste ano homenageia a literatura japonesa.

Resenha

Não conheço muito da literatura japonesa, porque meus interesses quanto ao Japão estão bem mais ligados à indústria dos animes e a dimensão histórico-cultural do país. Por isso muitos dos livros da campanha foram escolhidos meio que de forma aleatória.

Quando escolhi começar com O Conto da Deusa não sabia que Natsuo Kirino era escritora de livros policiais – um dos meus gêneros prediletos e que, infelizmente, venho lendo pouco nos últimos tempos – e por isso acabei escolhendo esse livro pelo mesmo abordar um pouco da mitologia local. No geral gostei do livro, mas faltou um pouco de tempero que diminuísse a monotonia de sua narrativa. Nesta resenha busquei apontar os temas principais que identifiquei na obra e no final um pouco do que achei do livro.

O Enredo

Izanaki e Izanami durante a criação da terra.
Pintura de Kobayashi Eitaku, 1885.
Imagem do Wikimedia Commons.
Uma releitura do mito japonês da criação do mundo, O Conto da Deusa se divide basicamente em 5 grandes partes durante os quais Namima, a protagonista e narradora da trama, relata toda a trajetória de sua vida terrena e os acontecimentos posteriores a sua morte. Mas na narrativa ainda é relatada a história dos Deuses Izanami (伊弉冉尊) – a quem Namima serve no mundo dos mortos - e Izanaki (いざなぎ), seu esposo.

Inicialmente os dois relatos são feitos de forma separada e desconexas entre si, até que os destinos dos deuses acabam por se entrelaçar com os de Namima e sua descendência, encaminhando o enredo para o seu desfecho. Contudo, para não deixar mais extensa a resenha contarei o mito de Izanami e Izanaki em uma postagem especial dedicada só a isso, e focarei apenas na história mais central: o passado de Namima.

A História de Namima

Namima começa seu relato apresentando-se como uma miko (sacerdotisa) que havia nascido numa ilha muito distante, mas que após sua morte prematura passou a servir a deusa Izanami em um reino de escuridão onde habitavam junto aos mortos. É ao longo de toda a primeira parte do livro que a moça relata como foi sua vida “pequena e estranha”.

Namima nasceu em uma pequena ilha de pescadores muito pobres. A ilha chamada por seus habitantes de Umihebi, uma homenagem às muitas cobras marinhas que ali viviam e que se tornavam uma das fontes de renda dos ilhéus.

A vida em Umihebi era regida por um código tradicional e religioso muito severo e que era respeitado por todos para evitar atrair desequilíbrios na ordem natural das coisas. Por conta da localização muito ao leste – próximo de onde nascia o sol – os moradores de Umihebi acreditavam que a pequena ilha fora o primeiro lugar em que os deuses haviam pisado. Por isso, o acesso a algumas áreas da ilha era bastante restrito, a exemplo do Kyoido (Fonte Pura) que só podia ser acessado pela sacerdotisa maior da ilha, Mikura-sama, avô de Namima, e o Amiido (Fonte de Escuridão), onde eram depositados os mortos.

Na ilha, Namima era a filha mais nova da família Umihebi, o Clã da Cobra Marinha, que “tinha o privilégio de gerar o Oráculo”, ou seja, a sacerdotisa maior da ilha, escolhida entre os membros femininos dos Umihebi, ou então da família Umigame, caso a miko anterior morresse de forma prematura e sem deixar alguém na linha de sucessão. Porém, conta a narradora, que os Umigame se encontravam em desgraça e impedidos de buscar seu sustento na pesca, devido a incapacidade da mãe em gerar filhas mulheres que pudessem servir de “sacerdotisas substitutas”. Por conta disso, todos os ilhéus eram proibidos de falar com os Umigame, e mesmo o filho mais velho, Mahito, sendo forte e apto à pesca, era proibido de participar dos grupos de pescadores. Por isso, os Umigame viviam de forma miserável e quase passavam fome.

Namima conta que quando criança não compreendia as tradições da ilha e sua mãe não lhe explicava muito bem a razão de ser daqueles costumes incompreensíveis e nebulosos. Essa incompreensão se torna ainda maior quando a menina é separada e proibida de manter contato com sua única irmã, Kamikuu.

Na época, ainda muito jovem, Kamikuu fora escolhida para ser a sacerdotisa sucessora da avó e passa a viver com esta longe de sua família, em uma cabana isolada. É nesse dia que Namima descobre que enquanto sua irmã se tornaria a pessoa mais importante e preciosa da ilha, ela seria vista como seu oposto, a “impura”.  Era o princípio da dualidade, no qual a existência de um lado luminoso, de um Yang (Kamikku), implicaria necessariamente a existência de seu oposto e, portanto, sombrio (o yin, no caso Namima). Por isso se Kamikuu seria a sacerdotisa maior da ilha e por isso era representante da luz e da vida (sacerdotisa da luz), sua irmã mais nova seria a representante das trevas e da morte. Contudo só mais à frente, por ocasião da morte de sua avó, que a garota descobriria o destino nefasto que sua condição de irmã de Kamikuu lhe reservava.

Por ter de viver enclausurada com a avô aprendendo as tradições e rituais mágicos, todos os dias os Umihebi deveriam preparar um banquete para a sacerdotisa aprendiz. Um banquete cuja fartura era incoerente com a miséria local vivida pelas famílias da ilha e pelos próprios Umihebi e cujos restos deveriam ser descartados no mar e jamais consumidos por outra pessoa.

Apesar de não poder ter contato ou dirigir a palavra a irmã que tanto amava, à Namima foi incumbida a tarefa de levara a comida de Kamikuu e descartar os restos do dia anterior. Uma tarefa que deveria ser cumprida sem falhas todos os dias, mesmo sob as tempestades mais severas.

É numa dessas caminhadas que Namima encontra-se pela primeira vez com Mahito que lhe implora os restos da comida para alimentar a mãe faminta e que esperava mais uma criança. Mesmo sabendo o perigo que corria, Namima passa a dar a Mahito os restos do banquete de Kamikuu.

Mahito era apaixonado por Kamikuu e apesar de saber da paixão impossível que o rapaz amaldiçoado nutria pela sua irmã, a Namima se envolve com ele e engravida. Contudo, essa não é a única turbulência que acontece em sua vida e de uma hora para outra à Namima é imposto um novo fardo nefasto e insuportável, ocupando o lugar de sacerdotisa das trevas, aquela que vivia entre os mortos.

O lado perverso da tradição e o papel da mulher na sociedade

O papel da mulher na sociedade é um dos temas da obra de Kirino.
Mulheres de quimono em Koton, no Japão.
Imagem: Wikimedia Commons.
Quando analisamos o livro de Natsuo observamos que o objetivo da autora com O Conto da Deusa foi falar de muitos temas que na cultura japonesa se encontram intrinsecamente ligados entre si, ainda que muitas pessoas não o percebam em seu cotidiano. Por isso ela escreve uma história em que várias dimensões complementares se entrecruzam: a mitologia e a religião que por muitos de seus traços fomentou por séculos, dentro da sociedade, práticas e ideias machistas que legitimavam a submissão e marginalização da mulher, além de alicerçar uma infinidade de tradições injustas impostas por gerações.

Assim, ao meu ver, através do mito dos deuses Izanami e Izanaki, e da história de Namima e sua irmã, a autora quis demonstrar, por um lado, como crenças religiosas respaldadas em ideias machistas costumam promover a marginalização da mulher dentro da sociedade, e, de outro, como certas tradições perpetuadas pelo medo podem ser perversas e opressoras.

De um lado, o machismo e a marginalização da mulher aparecem em dois pontos cruciais do mito de Izanami e Izanaki, e do outro, o peso das tradições aparece nas tarefas impostas a Namima, Mahito e Kamikuu.

No que diz respeito ao mito e a marginalização da mulher, o primeiro ponto que observei está ligado ao nascimento dos dois primeiros filhos do casal de deuses e o outro ao destino de Izanami quando abandonada pelo marido no mundo dos Mortos.

Por ter falado antes de seu marido durante o ritual de seu casamento, Izanami foi punida com duas gravidezes na quais foram geradas crianças defeituosas que precisaram ser descartadas. A Deusa só pôde dar à luz a uma criatura perfeita depois que o ritual foi refeito e a “ordem correta” reestabelecida.

Algum tempo depois, mesmo tendo dado origem a terra e a muitos dos deuses que nela habitavam, Izanami morre dando à luz ao Deus do fogo e é condenada a habitar em um mundo solitário e de trevas. Assim, Izanami passa a viver apartada de todas as coisas vivas que criara e também de seu marido, e este, após ver o corpo pútrido[1] de sua esposa a repudia e a enclausura na escuridão do submundo.

Nesses dois pontos tão bem destacados pela autora é possível ver como por tanto tempo a mulher foi vista como uma criatura secundária, que deveria vir depois do homem mesmo sendo ela a geradora da vida. Além disso, ela deveria ser sempre bela e aprazível ao olhar de seu marido ou corria o risco de ser rejeitada. Depois de repudiada o que lhe restava dentro da sociedade era uma posição humilhante e ainda mais apartada do convívio social.

Mesmo hoje, muitos resquícios dessa visão machista ainda são visíveis e palpáveis não apenas dentro da cultura japonesa, a que Natsuo faz referência, mas em muitas outras de povos tanto orientais quanto ocidentais.

No que diz respeito a história da ilha Umihebi, Natsuo destaca o peso de tradições injustas que ligaram os três protagonistas da trama a destinos horríveis e até certo ponto desumanos. Mahito e sua família são condenados ao isolamento e a privação; Kamikuu é separada da família e obrigada a cumprir um papel que não escolheu para si; enquanto que à Namima foi destinado o pior e o mais perverso dos destinos, tanto em vida como depois da morte.

Os três eram apenas crianças quando suas vidas foram decididas pela superstição de seu povo. Destinos tanto cruéis como inescapáveis os quais cada um deles buscam enfrentar à sua maneira e sem o apoio ou amparo de quem quer que fosse. Tradições como estas povoam a história cultural de centenas de povos ao longo de muitos séculos e por isso O Conto da Deusa se torna um livro de temática universal, porque em seu cerne não ilustra apenas as culturas orientais como todo um conjunto de culturas que também possuem ou possuíram tradições injustas.

Para finalizar...

Apesar de falar de temas como mitologia e tradições O conto da Deusa não é um texto de difícil compreensão. A autora economiza no estilismo e não usa de uma linguagem muito rebuscada. Toda a filosofia de vida que está embutido na narrativa é fácil de ser captada porque gira mais entorno das tradições cruéis da ilha e de temas como o ressentimento e o medo da morte.

A preocupação maior da autora é em desenvolver as personagens e a narrativa que gira em torno delas. Certamente, essa é uma influência do gênero em que está costumada a escrever, o policial, que normalmente economizar no rebuscamento e na estilística para focar na tensão e no desenvolvimento da história e de seus personagens. Porém as semelhanças param por aí.

Natsuo explora só um pouco a curiosidade do seu leitor escondendo as motivações da morte de Namima, mas como esse também não era o foco o do livro, logo o mistério é desfeito e a narrativa amorna bastante. No final, o que temos é realmente um “conto” (lê-se romance), que, a depender da percepção do leitor, possui um de desenvolvimento bastante arrastado sobre ressentimentos, traição, tradições opressivas e sobre as coisas que nos separam e nos aproximam das divindades, estas últimas tão falhas e ressentidas quanto a nós mesmos.

Ilha de Kudaka ou Kudakajima que inspirou a criação do cenário d'O Conto da Deusa.
Imagem: www.oki-islandguide.com
Como geógrafo uma coisa que logo atiçou minha curiosidade foi a localização de Umihebi para saber se tratava-se de um lugar real ou ficcional. De início minhas buscas foram infrutíferas até que me dei conta de uma seção do livro intitulada “Fontes” que contem a bibliografia pesquisada pela autora. Analisando essa secção notei que muitas delas faziam referências a uma ilha do arquipélago Ryukyu pertencente à prefeitura de Okinawa (沖縄県), a mais ao sul do Japão. Essa ilha é Kudakajima ou Kudaka (久高).

Contudo não achei quase nada sobre essa ilha, ainda pior em português. Até que me deparei com um artigo do site Tadaima Japan[2] que faz referências a muitos dos elementos naturais descritos no livro por Natsuo. Foi aí que tive certeza que Umihebi é, na verdade, Kudakajima, uma ilha de 7,75 km de extensão em meio ao Pacifico e a 5 km de Chinen (知念村), distrito da parte sul da prefeitura de Okinawa.

Outra coisa curiosa que vejo na escrita desse livro é o duplo comportamento de seu narrador. Em quase toda a narrativa, Nanima se comporta como narrador personagem, contando apenas os fatos de sua vida por ela presenciados, e sem a capacidade saber o que se passava no íntimo dos demais personagens. Mesmo depois de se tornar um espírito sua capacidade narrativa não é alterada e ela ignorava tudo o que acontecia no mundo dos vivos. Contudo, nas partes do livro que são dedicados a contar a vida terrena do deus Izanaki, o narrador muda de foco e se torna onisciente, narrando fatos e pensamentos. Apesar disso, o estilo de narração não muda e a sensação é que Nanima continua narrando a história, porém sob outra perspectiva.

Por fim, o que mais gostei nesse livro foi conhecer um pouco mais da mitologia japonesa, área da cultura nipônica que conheço muito pouco, porém acho que faltou tempero para tornar a história mais excitante.

O Conto da Deusa é uma obra interessante para quem gosta de cultura nipônica como eu, porque ela espelha um pouco a forma arraigada como, no passado, os japoneses costumavam se agarrar às tradições e cumprir resignadamente seus deveres perante elas. Por outro lado, para quem não tem esse tipo de interesse o livro se torna mediano e com um desfecho fraco ainda que bastante inesperado.

Acredito que, a depender da percepção de cada leitor, a história pode parecer arrastada e os personagens pouco atrativos. Mas mais legal do livro é conhecer a forma como eles vivem e as tradições impostas a eles pela sociedade daquele lugar.

As injustiças cometidas contra a protagonista realmente são tocantes e o destino que ela encontra em seu caminho nos faz questionar se de fato existe justiça no mundo e no além-túmulo. Será que realmente estamos presos a um destino inescapável? E o que nos espera depois da morte é de fato condizente com os nossos atos em vida? Essas são questões que me assaltaram após a leitura deste livro.

No Japão, Natsuo é considerada uma autora muito popular, todavia, não acho que O Conto da Deusa seja um de seus livros mais notórios, entretanto, como esta é minha primeira experiência com a autora, não posso compará-lo com outra de suas obras.

Em sentido prático, no que diz respeito ao entretenimento, o que há de mais interessante é o destino de Nanima, Mahito, a filha desses dois primeiros e a irmã da protagonista, Kamikuu. Mesmo assim esse núcleo da história é cheio de momentos mornos. Então não espere um livro muito agitado, mas algumas reviravoltas interessantes acontecem ao longo da trama.

A edição lida é a versão digital publicado pela Editora Rocco e traduzida por Alexandre D’Elia. Do ano de 2014 e com 288 páginas.

Sobre a autora

Natsuo Kirino é o pseudônimo da escritora japonesa Mariko Hashioka.

Kirino nasceu em 7 de outubro de 1951, em Kanazawa (金沢市), cidade localizada na província de Ishikawa, mas desde os 14 anos vive em Tóquio, a capital japonesa.

Formou-se em direito na Universidade de Seikei (成蹊大学) e trabalhou em diferentes áreas antes de se tornar escritora profissional em 1981.

Seus primeiros trabalhos foram com contos e como escritora de mangá. Só posteriormente se dedicou ao romance policial, gênero em que se destacou no Japão.

Escreveu 13 romances e três livros de contos entre os quais o mais conhecido é Out (no Brasil traduzido como Do outro lado), publicado em 1997. Com esse livro venceu o Grande Prêmio Japonês de Melhor Romance Policial e ficou entre as finalistas do Edgar Allan Poe de 2004, na categoria Melhor Romance, tornando-se a primeira escritora japonesa indicada a este prêmio literário.

No Brasil, três de suas obras foram traduzidas pela editora Rocco: O Conto da Deusa (The Goddess Chronicle), Grotescas (Grotesque) e Do outro lado (Out).

Confira quem são os outros autores participantes da Campanha deste ano no link: http://bit.ly/2n5OK6U.

Conheça os pontos do nosso itinerário no mapa do link: http://bit.ly/2G9Mkwx.

Abaixo você pode conferir uma prévia do livro disponível no Google Books.


Prévia do Google Books





[1] Que já se decompôs; podre, apodrecido, putrefato (Houaiss, 2001)
[2] http://tadaimajp.com/2015/05/okinawa-kudakajima/

2 comentários:

  1. Antes de mais nada, foi um prazer conhecer o seu blog, muito bom e com muito conteúdo! Para somar, você está focando no Japão esse ano, meu país e cultura estrangeira favoritos!

    Este não é um tipo de livro que me chama muita atenção, apesar de contar sobre a mitologia de criação do mundo segundo o Xintô, não me provoca. A leitura da arte japonesa é bastante descritiva e delicada, um contraste com histórias assim que são mais críticas, apesar de fazer refletir, acredito que nesta história especificamente críticas e reflexão se confundem. Mas fico feliz que mais altoras japonesas provoquem essa reflexão sobre o machismo e a submissão feminina, pois isso ainda é muito forte no Japão.

    Aguardo os próximos livros!
    Abraços!

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    Respostas
    1. Fico muito grato pelo comentário, Allan, e ficarei feliz de ter sua companhia ao longo do desenrolar da campanha. De fato a cultura japonesa é bastante delicada e bem ligada a contemplação, o que certamente se reflete também em sua literatura.

      Como frisei tenho quase nenhuma experiência com a literatura nipônica. Estou mais ligado a produção nacional de animação (animes) e a cultura tradicional e contemporânea, sobretudo essa última. Mas espero aprender muito mais.

      Sobre os próximos livros, eles serão bem variados. O próximo provavelmente será Beleza e Tristeza de Yasunari Kawabata que como adianta a sua sinopse: "Por um lado, a própria forma do romance realista-psicológico é ocidental. Por outro lado, a visão de mundo é japonesa. E se o romance, no sua origem, é narração, isto é, ação, na sua migração para o Japão se torna contemplação".

      Como será? Estou ansioso para saber.

      Obrigado pelo comentário.
      Jaa ne!

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